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Wednesday, September 21, 2016

2 - V. Soloviev entrevista Vladimir Putin -- A NOVA ORDEM MUNDIAL -- A DERROCADA DO SISTEMA DE YALTA -- Parte II









PARTE II



00:30:36,833 – Yasser Arafat:
- Ninguém me pode obrigar a render.   
Nem gosto sequer de pronunciar essa palavra.  
Estou aqui para lutar e para vencer.  


00:31:00,633 – Shimon Perez:
- Temos uma paz muito dura. 
Porque os Palestinianos estão divididos.
Têm dois grupos: 
um prosseguiu com as actividades terroristas, o segundo recusou-se a fazê-lo e queria negociações.


00:31:23,733 – Yasser Arafat:
- Chego com um ramo de oliveira numa mão, 
e com a arma da revolução na outra.
Não deixem que o ramo de oliveira caia da minha mão.  
Não deixem que o ramo de oliveira caia da minha mão.  
Não deixem que o ramo de oliveira caia da minha mão.  

00:31:52,800 – Shimon Perez:
- Desde os primeiros dias penso,  

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se estamos preparados para nos perdoarmos,  
por que é que não perdoamos os outros?  
A paz é um diálogo, é uma paz inacabada, inacabada.    


00:32:31,100 – Vladimir Soloviev:
- O que é que está errado? Por que é que não se pode encontrar a receita da ordem mundial? 



00:32:38,266 – Vladimir Putin:
- Como disse antes, estes rudimentos de Guerra Fria e o passado não nos permitem avançar activamente.  
A Europa aumentou, por intermédio dos países da Europa de Leste, 
o que, pelo menos nas últimas décadas,  manteve a União Soviética sob suspeita e, ultimamente, 
procederam do mesmo modo com a Rússia moderna.  
Escutei alguns líderes dos países europeus ocidentais    
quando debatíamos outros assuntos,   
dizer-me: Vocês fizeram isto ou aquilo contra nós! 
Eu disse: Nunca fizemos isso. 
Foi a União Soviética. Percebe? Eles têm estas frases estereotipadas.
- Um único e o mesmo país. - Sim, pensam que somos a União Soviética.
Isso não é verdade.  
Ou não compreendem, ou eles não querem perceber, porque é mais rentável.
Em muitos países do Leste europeu, a propaganda contra a Rússia  
e a política tornaram-se o factor de lutas políticas internas.
É usada apenas para chegar ao poder, para fortalecer o seu poder e eles exageram esses factos.
Mas isso é muito prejudicial e contraproducente.


00:33:49,700 --Vladimir Soloviev:
- Também é interessante que, depois do colapso da União Soviética,    
os que não conseguiram proteger-se, foram forçados a dividir-se em partes mais pequenas
- isto é, foram reduzidos a pó - É conveniente.


00:34:03,700 – Vladimir Putin:
Essa política foi aplicada desde o tempo do Império Romano. 
Divide et impera - divide, divide, divide em partes cada vez mais pequenas. São fáceis de ser controladas. 
Como se viu, é mais fácil fazer uma tal política,
porque pode sempre encontrar, especialmente em países com economia e situação social instável
os que estão sempre prontos a apoiar este separatismo, cisão e divisão constante.
Especialmente, nos territórios correspondentes. 


00:34:43,766 – Manifestantes:
- A Ucrânia é Europa! A Ucrânia é Europa!

00:34:50,366 – Sahra Wagenknecht
- Não penso que seja correcto tirar outros países fracos à União Europeia,
porque a integração na Eurozona não será útil para esses países.
Por exemplo, se a Ucrânia for conduzida para a União Europeia, -
embora não pense que foi planeado seriamente -
dificilmente poderia melhorar o seu bem-estar.
A experiência passada dos países pobres da União Europeia demonstra  
que um processo de forte polarização começa depois da aceitação na Eurozona. 
Há vencedores neste processo   
em toda a parte - na Europa de Leste, Bulgária, Roménia; 
fizeram fortunas depois de serem integrados na União Europeia.  
Mas o preço é ainda mais pobreza dos que antes já eram pobres. 
A produção industrial foi destruída em muitos países,  
porque não foram capazes de satisfazer a competição.  
Muitos países perderam parte considerável das suas populações. 
As pessoas emigraram da Lituânia, Estónia, etc. numa escala maciça. 
De facto, não sei se há um modelo de futuro para esses países.
Há tudo o que você deseja na Ucrânia,  
mas não há um sistema social que tenha em conta os interesses da maioria. 
De valor, são os interesses dos oligarcas 
que querem ter uma oportunidade, usando a exportação agrícola para a União Europeia,  
para se enriquecerem ainda mais. 



00:36:11,766 – Dmityry Peskov:
- A tecnologia das revoluções coloridas  
foi implementada em muitas ocasiões:
"Bandeiras Vermelhas" desta tecnologia, podem ser vistas em toda a parte.  
O que vimos na Ucrânia, há dois anos,  
continha uma quantidade de traços semelhantes  
aos que foram vistos no Médio Oriente e no Norte de África.   


00:36:45,266 --> Locutor:
- Comícios, a queda de um ditador e a liberdade total.  
Estamos sempre a cometer o mesmo erro por causa da "democratização"   
Está claro agora, que tudo é muito mais complicado.


00:36:59,566 -- Dmitry Peskov:
- Pode dizer-se que são processos "a partir de baixo"
mas são apenas altas tecnologias para provocar as massas
para desejar uma mudança violenta de um regime.


00:37:13,700 -- Fyodor Lukjanov:
Isto é, se falarmos de maneira franca e desconcertante, é uma mudança violenta do regime.
É a introdução de algum sistema  
que está sempre disfarçado como "democracia". 
- Há uma máxima bem conhecida: as democracias não lutam umas contra as outras.
Se for assim, quanto maior for o número de democracias, menor será a ameaça de ataque.   
É lógico.
Se num dado lugar a democracia não surgir por si mesma,
por algum motivo, 
é necessário ajudá-la, estimulá-la.  
Assim, surgiu uma ideia sobre a democratização alargada a todo o Médio Oriente.
Foi o pior que podia ter acontecido à ideia de democracia,  
a instrumentalização da ideia de democracia,  
que conduz à perda do seu sentido. 


00:38:09,300 – Tavadros II:
Em 14 de Agosto de 2013, uma centena de igrejas foram atacadas.             
Foram destruídas e queimadas.  
- Esse facto causou grande aflição aos cristãos do Egipto.    
Quase aconteceu uma guerra civil.
Recorri à a minha autoridade e disse:
Mesmo que todas as nossas igrejas sejam queimadas, 
juntar-nos-emos aos nossos irmãos muçulmanos para rezar nas mesquitas. 
Se todas as mesquitas forem queimadas, 
rezaremos juntos nas ruas. 


00:38:53,900 – Perto de Menya, no Egipto:
Dor e tristeza nos rostos.   
Estes são parentes de cristãos coptas egípcios,
que foram raptados na Líbia e que se pensava terem sido mortos.  
Cada quadro desta encenação simbólica e monstruosa está ajustado.
Afluência de ondas; presume-se que este tipo de clima era esperado:
um pouco de tempestade, o céu cinzento. 
A linha da costa do Mediterrâneo é um sinal da Europa: 
chegaremos em breve, não está longe.  
O lugar da atrocidade permaneceu desconhecido.   
Mas os cristãos coptas foram capturados na cidade de Sirte, na Líbia.
Só o fumo do incenso se ergue na igreja da aldeia.
Estas orações são pelos mortos. 


00:39:47,333 – Sergey Lavrov:
- É absolutamente intolerável  
permitir aos terroristas tomarem conta do poder em Estados inteiros,
para satisfazer os terroristas, até certo ponto.    
Devíamos pensar no destino dos países regionais.  
para salvar o seu secularismo, para salvar o Médio Oriente,  
como sendo o berço de todas as grandes religiões do mundo.  
É importante avançar com reformas políticas na região.  
Mas não como aconteceu na Primavera árabe: 
derrubar o regime para deixar desenvolver a democracia. 
É necessário ajudar os países regionais  
que estavam irritados por usar a intervenção exterior,   
cujas identidades regionais enfraqueceram seriamente.   
O resultado é que estes países estão quase impossibilitados de lutar contra o terrorismo
e de resistir à ameaça terrorista. 


00:40:41,866 -- Sahra Wagenknecht
- Tudo está identificado na luta contra o terrorismo.   
Por exemplo, a Arábia Saudita.
Embora não seja uma organização terrorista. 
este país tem um sistema militar islâmico.  
No entanto, a Arábia Saudita, embora não seja a família real, 
ajuda financeiramente as estruturas terroristas.
Apesar disso, o país é um aliado dos EUA e da Europa.  
Infelizmente, hoje em dia luta contra o terrorismo não é uma luta total.


00:41:17,800 – Jon Stwart:
- Com que equipa é que estamos no Médio Oriente?  
Tanto quanto sei, lutamos contra o Iraque,  
para derrotar o ISIS, e fazemo-lo juntamente com o Irão. 
Mas no Iémen, lutamos contra o Irão. 
juntamente com os iraquianos e com os sauditas!


00:41:38,633 – Obama:
- Não é bem assim!


00:41:42,033 -- Jon Stwart:
- Quem é que estamos a bombardear? 

00:41:49,933 – Oliver Stone:
- Não partimos do Médio Oriente.
Ainda estamos lá.
Estamos presos, criando um erro atrás do outro.
Como um urso enorme, com uma pata no pote do mel, 
esticando a outra pata em direcção a ele, 
Erguendo a pata e tentando libertar-se.
Isto é destruidor!

00:42:13,266 – Dmitry Peskov:
- Claro, qualquer país, qualquer líder razoável, terá conhecimento da situação 
em que um caos controlado, poderá evoluir para um processo termonuclear descontrolado.
Isso aconteceu no fim.  
Quando começaram a falar sobre todo o Médio Oriente,   
foi no final do século passado,
quando os especialistas e os líderes começaram a usar esta nomenclatura, 
pareceu pedantismo durante algum tempo,  
porque o seu significado prático não estava claro.
Só agora podemos declarar com certeza,
que esta cadeia de revoluções coloridas,
que devia ter sido limitada dentro do caos controlado,  
aconteceu neste espaço designado como o Grande Médio Oriente.


00:43:20,766 – Vyacheslav Nikonov:
- Iraque, Síria, Líbia.
Muitas pessoas começaram a viver em países que tinham cessado de ser países.
Eram países estáveis, em termos do mundo árabe da África. 
Eram Estados muito estáveis e mesmo prósperos.  
Já não o são actualmente.
 
00:42:50,666 –Dmitry Peskov:
- A classificação de um grande número de países, de acordo com um “padrão normalizado,” 
ainda continua.
Ultimamente, escutamos dos representantes oficiais 
essa definição para a Grande Ásia Central.
É uma razão adicional para os politólogos pensarem, 
tentando compreender o que é que isso representa.

00:44:07,766 – Vladimir Soloviev
- Temos alguma receita contra a exportação de revoluções? 


00:44:11,966 – Vladimir Putin:
- Não. Devemos ter apenas uma receita,  
reforçando o instituto da lei internacional actual, como eu disse antes.
Não pode haver uma interpretação ambígua  
a respeito da soberania e da necessidade de respeitá-la.
Há novas 'falhas de informação', por exemplo, no que diz respeito à Síria e a outros estados.
É fácil declarar que o governo de um estado é ilegítimo.
Onde está o critério de legitimidade? Quem o inventou? Quem é que decide? 
Se seguirmos esta via e falarmos assim,  
utilizando uma abordagem voluntarista, onde as noções não são enunciadas de forma clara e inequívoca,
haverá a anarquia!


00:45:09,500 – Vladimir Soloviev
- O caos já existe! Considere o Período da Migração. 
A totalidade da visão do mundo jurídico está inutilizada. Como lidar com isso?


00:45:18,300 – Vladimir Putin:
- Não apenas a visão jurídica. As visões religiosas e étnicas também estão confusas.
A Europa pode perder a sua identidade.
Claro que é necessário ajudar as pessoas que estão em dificuldades  
e dar ajuda aos refugiados. É óbvio. 
Neste sentido, os motivos humanísticos e as causas impulsivas que surgem 
merecem ajuda em todos os sentidos.  
Mas o ponto principal - e eu falei sobre isso -              
é não perturbar os governos legítimos,  
não destruir as suas soberanias, mesmo que pareçam não ser perfeitas.  
Se alguém pensar o contrário, o que é que pode ser feito sem violar a lei internacional?
Para legalizar a ajuda a essas forças dentro de um país 
que corresponde aos vossos valores, talvez dar uma ajuda financeira, 
fornecer informação, ajudar politicamente.    
Mas não deve penetrar como um elefante numa loja de vidros, caminhando com passos pesados!  
Não deve agitar esses países e violar a sua soberania!
Ajudar, se pensa que essa nação merece um regime melhor  
do que o sistema de governo sob o qual vive, 
ajudar os cidadãos desse país que estão prontos a lutar pelos seus ideais.


00:46:54,000 – Vladimir Soloviev:
- Eles podem ouvi-lo quando lhes diz isso?  


00:46:55,800 -- Vladimir Putin:
- Estão a escutar!
Não sei dizer quando escutam.
Se tudo isso está a acontecer, não parecem ser capazes de escutar. 
A resolução bem conhecida sobre a Líbia foi aceite, não recordo o número. 
O que é que isso implicou? - Uma zona onde não se podia sobrevoar. Uma zona de exclusão aérea. 
De facto, começaram a realizar ataques ao território  
com o objectivo de derrubar o governo. 
O pobre Qaddafi foi derrubado e morto cruelmente.
O que aconteceu depois? A Democracia?  
O Embaixador dos Estados Unidos foi morto brutalmente. Também foi morto desumanamente.
O que é que conseguiram? Porque o fizeram? 
Mais tarde, as Nações Unidas anunciaram a criação de um governo unido. 
Quanto tempo durou? É uma pergunta. 
Houve a divisão do direito de propriedade,   
a repartição dos recursos naturais.   
Podia ter sido feito de outra maneira? Para quê?   
Era necessário mais tempo.  
Eram necessários mais esforços, uma atitude mais cuidadosa em relação ao povo. 
Mais cedo ou mais tarde, a transformação teria ocorrido   
sem essas consequências catastróficas
e sem centenas de milhares de refugiados.  



00:48:11,833 -- Muammar Qadaffi:
- A negligência da estabilidade na Líbia, irá resultar num colapso devido à instabilidade no Mediterrâneo.
No caso do nosso poder na Líbia ter de cessar,
milhões de africanos irão fugir para a Itália e para a França.  
A população da Europa será maioritariamente 'negra', dentro em breve. 
Impedimos a imigração resistindo à al-Qaeda.
Se a estabilidade na Líbia for interrompida,  
irá causar imediatamente más consequências para os países da Europa e do Mediterrâneo. 
E todos estarão em perigo.


00:48:54,533 – Locutor:
- Mais de 10 000 imigrantes afogaram-se no mar, entre a Itália e a Líbia, na semana passada.
A Grã Bretanha, a Bélgica e a Alemanha enviaram barcos para o mar Mediterrâneo.
Mas o Primeiro Ministro, David Cameron, afirmou que estas ofertas de ajuda 
não implicavam a aceitação dos refugiados.   
- Londres propõe uma punição de 5 anos de cadeia para quem ajudar os imigrantes ilegais. 
E o Primeiro Ministro Cameron afirmou mesmo, que o Reino Unido devia ser protegido deste "enxame de pessoas".   
Cameron não explicou, se compreendia que referia o mesmo povo 
que ele felicitou pela vitória na Líbia e a quem agradeceu por ter derrubado Qaddafi,
depois dos bombardeamentos da NATO.
- A vossa cidade deu a inspiração a todo o mundo,
porque derrubaram o ditador e escolheram a liberdade.


00:49:47,633 – Refugiado:
- Hoje dispararam sobre nós. Eu vi por mim mesmo. 
Os polícias macedónios atiraram sobre nós.


00:50:02,033 – VOLUNTÁRIO:
- Os refugiados estão aqui há vários meses.
Necessitam comida. Não dormem o suficiente.  
Não têm quase nada para vestir. 
O inverno está a chegar e a temperatura está a descer. 
Aqui é muito frio no Inverno.  
Se os deixamos nas ruas, sob uma ponte ou numa avenida,
nunca mais vão escapar desta situação difícil. 
Penso que os refugiados não vão causar problemas aos franceses. 

00:50:32,000 -- Karim (voluntário) Paris:
- Como vamos resolver o problema de emprego deles  
se nós também o temos?  
E isto é apenas a primeira onda de imigrantes. 
Muitos deles estão de passagem.  

00:50:44,400 -- Dominique Strauss-Kahn
- Queremos ir mais longe. Associamos o nosso futuro à Europa. 
As desigualdades de desenvolvimento que existiram no passado não eram tão óbvias. 
O desenvolvimento dos meios de comunicação por intermédio da Internet, da televisão 
contribui para o facto de que todo o mundo, quase todo o mundo,   
estar mais conhecedor dos acontecimentos noutros lugares  
e pode ver e viver estas desigualdades.  
E aqui, tornam-se mais insuportáveis.  
Assim, o desejo de irem para sítios mais prósperos 
onde esperamos, talvez em vão, encontrar um emprego e enviar dinheiro às nossas famílias.  
Este desejo já existia há muito tempo.
Mas antes, era menos real.  
Neste momento o desejo é mais forte,  
e, de certo modo, torna-se mais real. 
Porque os meios de transporte tornaram-se mais acessíveis.   
Porque o fenómeno de migração em direcção aos lugares mais ricos do mundo  
não tem uma razão para parar. 
Pelo contrário, torna-se cada vez mais forte.  

00:51:51,500 – Manifestações contra a presença dos refugiados:
- A Merkel tem de ir embora! - gritava a multidão em protesto contra os imigrantes.
Na véspera, centenas de pessoas saíram para as ruas de Leipzig.
Erguem os punhos, gritam 'Fora' e prometem incendiar as casas dos refugiados.
Os nacionalistas locais percorrem as ruas da Riza alemã.
O  lema dos ultra da direita - A Alemanha não é lugar para refugiados!


00:52:14,000 – Wolfgan Schüssel:
- Hoje em dia,  24 % da população austríaca é composta por indivíduos que não nasceram na Austria.

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Se falarmos de escolas, por exemplo, na minha cidade natal, Viena,
A língua alemã não é a língua nativa de mais de 50% dos alunos.
Penso que é a maneira da sociedade estar a mudar.


00:52:31,233 – Vladimir Soloviev:
- Veja o que está a acontecer na Europa:      
Por um lado, há uma onda de refugiados, como dissemos,  
Por outro lado, há um aumento de nacionalismo...  
e as pessoas perdem a orientação.


00:52:41,633 – Vladimir Putin:
- Não lancem a Europa para o balde do lixo.    
- De maneira nenhuma. - A Europa unida representa mais de 300 milhões de pessoas, 
- De maneira nenhuma. - A Europa unida representa mais de 300 milhões de pessoas,
Recupera, é bom, recupera o espaço como moeda de reserva mundial. 
É bom, pois, quando há apenas uma moeda de reserva, o dólar americano,
restringe o espaço de manobra para a totalidade da economia mundial.
A Europa moderna é a que é, com todas as contradições internas   
e com todas as tendências positivas do seu desenvolvimento. 


00:53:25,800 –Fyodor Lukjanov:
- A Europa sofre uma crise sistemática do projecto de integração 
que foi planeado no séc. XX. 
Por isso, não é que o modelo seja mau,
pelo contrário, foi maravilhosamente planeado.     
Um modelo genial de interacção europeia, mas esgotou-se.  
foi sempre um projecto da elite. 
Podemos observar o processo evidente das elites europeias, dos grupos de poder, a serem separados da população.
A população deixou de compreender o que as autoridades estão a fazer.          


00:54:11,433 – Lord David Owen:
- A União Europeia finge ser um país único.  
Se fosse um país único, tinha de ter fronteiras abertas, 
uma moeda única, uma única organização das Forças Armadas, uma política externa única, etc.
É a reclamação de um direito.  


00:54:29,166 – Ivan Blo:  
- A Europa está debaixo da influência americana, desde o fim da Segunda Guerra Mundial.
Mesmo em 1945, o General de Gaulle não concordou com a proposta dos americanos 
de empossar um americano com o cargo de governador da França, durante 2 a 3 anos.
De Gaule disse, então: Não, de maneira nenhuma!
Além disso, pensava que o dólar tinha uma posição demasiado privilegiada   
e propôs tornar o ouro numa moeda neutra. 
De Gaulle disse que, desde então, teria de ser dessa maneira.   
Depois, o General tomou a decisão de desligar-se da organização militar da NATO.
Mas em 1969, de Gaulle reformou-se.
E penso que os americanos suspiraram de alívio.   
Finalmente, essa pessoa intolerável saía do caminho deles. 
Depois da aposentadoria de De Gaulle, seguiram-se vários presidentes,
mas todos tiveram medo de prejudicar as relações com os Estados Unidos.
excepto, talvez, apenas Jacques Chirac.


00:55:32,433 – Sahra Wagenknecht
- A Alemanha é, formalmente, independente.  
Segundo penso, a Alemanha tem soberania e forças militares suficientes para levantar dificuldades aos EUA.
Não o faz, ou fá-lo raramente.  
Como exemplo, a Alemanha permite que a guerra dos drones seja conduzida a partir do seu território,
o que contradiz, nitidamente, a sua constituição.
- Onde estava, Senhora Merkel, quando a Líbia foi bombardeada? 
Onde estava quando a oposição à Síria foi introduzida e apoiada?  
Deste modo, os EUA aumentam, simplesmente, a sua influência,   
e fazem-no de maneira bem sucedida. Não se apercebe, Snra. Merkel? 
Até mesmo Zbigniew Brzezinski falou mencionou esse facto.   
Mas a Senhora, como sua vassala, concordou com tudo.       
Certos centros analíticos da América estão fixados na comunicação mediática da Alemanha.  
Todos os políticos da Alemanha o sabem,
e quanto mais alta é a sua posição, melhor compreendem    
que logo que exprimam a sua opinião,  
haverá uma opinião completamente oposta, na comunicação mediática.  
E é mais do que suficiente para muitos não entrarem neste conflito.       


00:56:37,400 – Julian Assange:
- A maioria dos acontecimentos das Nações Unidas, ocorre em Nova York.     
A totalidade do sistema de comunicação é fornecido pelo AT&T,
uma companhia americana de telefones e telégrafos.  
Deste modo, o movimento actual da Internet, dos emails, faxes,
chamadas telefónicas e Skype, fazem-se através dos cabos da AT&T.
É a maior empresa americana de telecomunicações,
muito chegada ao governo dos EUA.
Tem um acordo secreto com a NSA,
segundo o qual é registada cada mensagem de email que chega do exterior das Nações Unidas. 


00:57:13,266 – Ivan Blo:
- Tal pressão não é rara na conjuntura internacional, especialmente na política económica.  
Claro que a pressão não é feita publicamente. Eles preferem as chamadas telefónicas.
Mas isso é um facto.


00:57:28,400 – Vladimir Putin:
- Como exemplo, dar-vos-ei um verdadeiro: uma epidemia de multas contra as empresas europeias,
do lado dos EUA. São empregues argumentos falsos.    
Os que se atrevem a desobedecer às sanções uniletarais americanas são punidos severamente.
Um banco francês foi multado em cerca de 9 biliões de dólares, no ano passado. 
Penso que foram 8, 9 biliões. 
A Toyota pagou 1,2 biliões de dólares.
O Kommerzbank  alemão assinou o acordo para pagar ao orçamento americano, a quantia de 1,7 biliões de dólares. 
Etc., ed cetera.  
Pode alguém tratar os seus aliados desta maneira? Não.
Pode-se tratar os vassalos desta forma; os que se atreverem a agir de acordo com os seus pontos de vista,  
são punidos por mau comportamento.   


00:58:27,733 – Vyacheslav Nikonov:
- Os EUA arrogaram-se o direito de interpretar a lei e incorporar o direito internacional por si mesmos.
O mesmo acontece com as leis nacionais.  
Aliás, não só dentro da América, mas nas leis nacionais de cada país. 


00:58:44,866 – Dominique Strauss-Kahn
- O maior problema que enfrentei enquanto era o Director Geral do FMI (Fundo Monetário Internacional), 
foi o Congresso americano. 
Porque o Congresso americano não favorece associações múltiplas.
Claro que os EUA têm um papel importante e isso é normal. E tem uma autoridade notável.
Mas não decidem sozinhos. 
E pode acontecer haver decisões de que possam não gostar. 


00:59:11,833 – Locutor:
- Dominique Strauss-Kahn, executivo financeiro, Director do Fundo Monetário Internacional. 
Tem a característica de tomar decisões extremamente independentes,
colocou em dúvida a necessidade e a possibilidade do domínio do dólar americano.
Decidiu candidatar-se à Presidência da França.
Estava à frente com larga margem 
até ser atirado para uma cela, em Nova York, sob falsas acusações de violar
prostitutas e mulheres sem abrigo.
O caso contra ele caiu pela base, mas a carreira política de Strauss-Kahn ficou destruída.


00:59:41,866 – Dominique Strauss-Kahn
- Não me coloco no papel de herói, mas de facto,   
condenar esses sentimentos pelo sistema em que vivemos, 
as desigualdades criadas, significa algo como pôr esta economia em dúvida.

A continuar ...

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At midday on Friday 5 February, 2016 Julian Assange, John Jones QC, Melinda Taylor, Jennifer Robinson and Baltasar Garzon will be speaking at a press conference at the Frontline Club on the decision made by the UN Working Group on Arbitrary Detention on the Assange case.

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